A Artista

Quando ainda adolescente, percebeu seu talento para artes plásticas. Vendo isso, uma amiga da família a convidou para conhecer seu atelier de cerâmica e aprimorar sua experiência como artista.

Rapidamente passou a desenvolver peças diferenciadas, como luminárias, utensílios e máscaras com técnicas apuradas e linguagem singular.

Sua arte foi rapidamente aceita pelo mercado e muitas foram as peças vendidas na Europa, principalmente Itália, Alemanha e Portugal, além do Chile e em todo o Brasil.

Para Cecilia Bastos, ser autodidata em cerâmica é a mistura perfeita entre criatividade e exclusividade, onde define seu traçado para criar peças com beleza e funcionalidade, atendendo o mercado de arquitetura, design e decoração com lindas obras de arte.

Além da habilidade com a cerâmica, possui formação em Ciências Biológicas, está é a combinação perfeita entre a arte e o meio ambiente, onde cada etapa da produção da artista possui um cuidado e importância redobrado com o meio ambiente.

Este casamento é retratado em cada criação da artista, pois a mesma traduz a linguagem da natureza para suas peças criando a linha "Impressões da Natureza" , assim como muitas outras linhas.

Um pouco sobre a história da Cerâmica

A cerâmica está entre os materiais mais antigos produzidos pelo homem. Cerca de 10 e 15 mil anos e teve seu nome definido no grego como “Kéramos” que significa “terra queimada” ou “argila queimada”.

O homem começou a criar suas primeiras peças de acordo com suas necessidades. No início eram utensilio domésticos. Com o desenvolvimento da agricultura, começou a fazer peças maiores para armazenar a produção e depois começaram a produzir tijolos e telhas para construções de suas casas, cada povo desenvolveu seu estilo e deixou marcas que podemos encontrar nos achados arqueológicos. Tudo começa com argila que é encontrada na natureza, ela tem uma plasticidade ou liga, que permite modelar e criar de acordo com a necessidade.

Após os primórdios, foi no Mediterrâneo que ela se desenvolveu, um trabalhador criou o torno (era uma roda de madeira movida a pedal) que possibilitava a confecção de vasos com superfícies mais lisas e uniformes e em pouco tempo. Por muitos anos os Gregos dominaram o título de produzir as melhores peças do Mundo Mediterrâneo.

No Brasil a cerâmica nasceu na Ilha de Marajó, que fica na região amazônica, onde se desenvolveu uma técnica mais simples, com diversas representações de bichos locais nas peças.

Com muitas criações desenvolvidas na cerâmica, os Chineses queriam algo diferente, algo com mais design, fino e com pintura diferente. Foi através de um pó branco denominado “caulim” que levado à temperatura se desenvolveu a porcelana, tanto que, desde então, eles são famosos por suas xícaras transparentes, finas como uma casca de ovo e outras peças de beleza inigualável. Mais uma vez o homem criador como é, desenvolve a cerâmica para revestimento, ou seja o azulejo, criado pelo árabes o termo é “azuleicha” ou seja “pedra polida”.

Os árabes difundiram o azulejo por todo o islã e depois o levaram para Espanha, onde se tornou uma febre e se espalhou por toda Europa. Eles desenvolveram novas técnicas e estilos como os famosos arabescos. Esta influência foi tão forte, que mesmo depois dos cristãos terem conquistado a península Ibérica, ela permaneceu e gerou um novo estilo, o hispano-mourisco, que foi mantido, e combinado com elementos da arte cristã, romântica e gótica dos árabes e nasce mais um estilo, o “mudéjar”.

Os Pérsios viram no azulejo uma forma menos dispendiosa da que utilizavam que eram os mosaicos e desenvolveram a técnica de “corda seca” onde em uma peça de azulejo eles podiam colocar diversas cores. Até hoje podem ser apreciadas estas obras através dos palácios e nas molduras de quadros que o Império dos Califas deixou na história.

No Brasil o azulejo foi bem difundido devido ao nosso clima, e até hoje muitas casas apresentam peças coloridas há mais de 100 anos.

A cerâmica dá um toque de requinte onde se encontra, independente se foi feita ontem ou á 15 mil anos atrás. Aprecie esta arte milenar.

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